
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
munique. (parte 2)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Começo de não sei o quê. (parte 2)

domingo, 10 de janeiro de 2010
munique.
ele disse que se eu quisesse dormir, tinha que pensar em um sonho.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Começo de não sei o quê.

Abri a porta, mas isso não é suficiente, é? Ver o caminho não significa nada. Fico aqui mesmo, então. Como em outras horas, outros natais e algumas lágrimas compartilhadas. E de que adianta? Melhor ir.
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Começa assim: ele está lá, no outro canto da sala. Fones de ouvido. Livro. Cabelo bagunçado, ele é excêntrico. Não quer dizer nada, não para mim. Sento, calo e assisto. Naquele dia, saí da tal tortura explodindo uma necessidade de falar. Com você, com ele, qualquer um. Oferecer caronas a estranhos ou, quem sabe, deixar o carro lá mesmo. Poderia, se quisesse, gastar as havaianas até a minha casa. Moro perto.
Nos outros dias faltei. Só passei novamente pela maldita porta da 305, bloco A, na terça-feira seguinte. E lá estava ele novamente, com aquele cabelo sem condicionador, fones de ouvido e livro. Pensando que eu ligo. Nem me importo. Minha curiosidade se resume ao fato de pensar tê-lo visto em outros lugares. Uma vez na palestra, outra naquele estacionamento. Mas tudo bem.
Quarta-feira. Abri a porta e, fones? Hoje não. Livro? Não está lendo. O cabelo moita, raridade, conversa com alguém. Eis que também falamos e, pela primeira vez, a tortura não resulta naquela sensação de abandono contínuo. Não me conquistou em cinco minutos, como consegue fazer com todas. Só me fez sorrir e ofereceu uma carona.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Alunos do curso de cinema da UFPE promovem mostra de curtas

quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Do que me restou, fiz um novo fim...

...mais amargo mesmo, porque não vou negar a realidade.
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Quando fui embora, entreguei para ele uma caixinha. “Aqui está. Sou eu aí dentro. Fui eu quem fez a embalagem. São minhas memórias que guardei. Essa é a minha visão de você”. Mas ele não abriu. Para que fazê-lo? Não o proibi, não pedi. Queria que abrisse. “Para que abrir? É tudo mesmo platônico.”
E é verdade, é nessa esfera estranha que reside algo puro. Mais puro que tudo. Seria o fim mais doce, talvez.
Ainda assim, fui embora. Ele não quer saber o meu segredo, mas já o possui. Já sabe assim. Sentiu sem ver. Soube só de respirar. Essa minha verdade emana sempre que o vejo. Ou não. Problema esse de tudo que fica nas ideias.
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Ela me entregou a caixa. Disse que ali estava ela, com tudo que era ela, sendo ela, para mim. Aceitei, sim, aceitei. Não é de bom grado recusar o carinho feito para você. Mas não quis ver. Não sei se por medo, não sei se por não querer.
Medo de querer ainda mais. De sonhar ainda mais esse mesmo sonho de tantas noites. Não quis ver, não quis. Não quero mais sentir tudo isso que eu já sei de cor. É amor. Será? O meu, talvez, o dela não pode ser. Mas queria ser. Eu queria que fosse.
E ela foi embora. Na despedida um beijo leve, um toque com carinho e as mãos que não queriam se afastar. Pena ter sido apenas imaginação. Esse meu amor, tenho certeza que ela viu. Ou não. Problema esse de tudo que fica nas ideias.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
matriuska.

Lançamento segunda-feira, dia 21/09, às 19h30 lá na Livraria Cultura. Todos estão intimados.
(matéria sobre o livro que saiu hoje no Estado de São Paulo)
Por trás da violência e da morte, acha-se uma história de amor
Contos de Matriuska, de Sidney Rocha, mostram mulheres em situações extremas
Francisco Quinteiro Pires
